A ressaca que liberta.

A verdade que antes guardada, fez de nós livres de ilusões geradas por anos, de quem sempre se fez do que não se era…

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Segundo nosso dicionario,

Ressaca: substantivo feminino, 1.movimento das ondas sobre si mesmas, quando recuam depois da rebentação; 2.Porto formado pela preamar; 3. Retaguarda; 4. Falta de instabilidade, inconstância, vulnerabilidade; 5. Mal-estar causado pelo consumo excessivo de bebida alcoólicas ou de drogas; 6. Conjunto de efeitos na sequencia de um acontecimento( ex. ressaca da vitória).

Estava procurando uma palavra que descrevesse meu sentimento nesta semana (pós eleições), e volto a dizer… este não é um post politico, então pode ficar tranquila(o), pois não pretendo defender aqui este ou aquele ponto de vista… mas sim o que toda essa eleição provocou no Brasil, nos meios sociais, familiares, institucionais, em mim e provavelmente em você.

O meu sentimento é exatamente este, uma profunda e densa ressaca. Pois independente de preferencias de candidaturas o que ficou evidente durante este processo eleitoral, foi a intolerância, e isso me fere, me toca, me atinge.. pois ao meu ver não tem como ficar omisso diante de tamanhos absurdos vivenciados ( e se você souber como fazer isso por favor me explique).

Hoje, uma semana depois do nosso novo presidente ter sido eleito, ainda me sinto assim… ressaquiada, tenho náuseas, e vontade zero de discutir ( dialogar)  diante de tantos estragos presenciados até aqui.

As vezes chego a achar que sou meio alienada, mas não preciso ir longe para ver pessoas que são mais intelectualizadas que eu, e que dispõem de um sentimento parecido ao que cito,então reflito; Isso deve fazer algum sentido.

Pois veja, quantas amizades desfeitas, quantas brigas e discussões, ofensas gratuitas, violência, e vandalismos… tudo por conta de uma divergência politica… Fico então pensando, será que é apenas uma simples divergência de opiniões o que gera toda essa revolta e agressividade?

Alias, já existiram outras eleições e eu nunca vi em nosso pais nada igual… nunca vi tantas pessoas politizadas, conhecedoras da legislação, do congresso, donas de suas opiniões, sem espaços para dialogar, no lugar poem-se  gritos e palavrões.  Nessas eleições vi gente da minha família que nunca se dirigiu a mim, a nenhuma postagem minha, dar opinião ofensiva em um post no qual eu deixava claro quem era meu candidato, vi pessoas que nunca abriram um livro de história na vida, dar aula sobre a colonização brasileira, vi quem não conhece nada sobre as regiões de nosso pais, demarcar territórios indígenas… Vi quem nunca vai ao teatro palestrar sobre lei rouanet…Vi parente sair do grupo de whats sap da família, por não conseguir respeitar a divergência politica.

O que me deixa mais nauseada, é saber que as eleições terminaram, temos um novo representante de nosso país… acabou! A democracia se fez valer…

Mas e a intolerância?

Se foi nas urnas? acompanhada de toda falta de respeito e divergências de opiniões?

Não.

Ela estará presente em nossos dias, como sempre esteve, porém nunca tão explicita, e eu sei que apesar de toda essa náusea, e esse enjoo que ainda sinto… isso vai passar.

Mas não vai dar pra ser como antes, sabe quando você descobre que o papai noel não existe, mas ainda assim vivencia o natal em todas as suas formas e festividades… Assim seguirei!

Não dá para fingir que não sabemos qual as verdades escondidas atrás de cada mascara, e assim se fez essa eleição, como em uma grande encenação, onde no final os atores mostram suas verdadeiras faces.

Seguiremos agora, sabendo bem quem é quem! E isso é sem duvida libertador!!pexels-photo-296282

Depois dessa ressaca brava, iremos desfrutar de toda verdade que nos foi mostrada.

E hoje sou feliz por isso!

Meu desejo a todos que compartilham deste sentimento ou algo parecido;

“Que nosso povo possa um dia se respeitar além de todas diferenças, sejam elas politicas, étnicas ou religiosas. ”

Juntos seguiremos de mãos dadas com a liberdade! Afinal não existe ainda nenhuma força mais poderosa que o amor!

Um beijo e forte abraço desta que lhe escreve!

 

 

 

Este não é um post POLÍTICO.

Como não se afetar durante o atual cenário brasileiro?

Estive pensando, o que nos leva a sofrer tanto com coisas que parecem fugirem de nosso alcance? Digo isso pois durante o período que passou entre este e o meu ultimo post, muitas coisas aconteceram e claro, continuam a acontecerem diariamente. Mas porque nos afetamos tanto?  O foco, a disciplina, todas as metas entram em segundo plano, e ficamos batendo cabeça, como numa discussão onde ninguém se escuta e não se chega a lugar algum.

Entre todos os ocorridos o atual é o mais latente, e quero deixar claro, este não é um post politico, é um post de uma mulher, nascida em uma família de classe baixa, que no decorrer de sua caminhada teve oportunidades, pode cursar uma faculdade, se tornou mãe de uma menina, teve que segurar a onda de uma maternidade solo durante alguns anos, hoje além de mãe, esposa, e dona de casa, é artista, atriz e professora da rede estadual do Rio de Janeiro. Trabalha em uma escola em outro município, tem alunos de áreas de risco, nascidos e abortados pela sociedade, sem recursos, sem base familiar, sem acesso…Tudo isso me faz refletir o atual cenário de nosso pais.

Uma disputa presidencial, de um país cansado, roubado e doente.. Um pais onde seus cidadãos estão tao cansados e exauridos do atual cenário, que se perdem em um bate boca sem fim. Discussões baseadas muitas vezes em noticias falsas, um discurso quase decorado, uma fala enraivecida. barrel-wave-motion-nature-1298684

Como não se afetar? Como não defender seu ponto de vista?

Mas moça, vivemos em uma democracia, cada pessoa tem o direito de decidir o seu voto. Concordo! Vivemos em uma democracia!

De acordo com uma breve pesquisa, o termo democracia surgiu na Antiguidade clássica, em Atenas, na Grécia, para designar a forma de governo que caracterizava a administração política dos interesses coletivos dos habitantes das cidades-estados. Na Idade Média, o termo caiu em desuso. Só reapareceria por volta do século 18, durante as revoluções burguesas que eclodiram no mundo ocidental.

Quando a democracia moderna foi instituída, o direito de voto ficou restrito a uma pequena parcela da população. Somente alguns dos homens adultos tinham direitos políticos. Durante muito tempo, restrições, ou critérios censitários, impediram que todos os homens de uma mesma comunidade pudessem votar.

Foi então que inúmeros filósofos e teóricos elaboraram doutrinas que discutiam o “propósito” ou “finalidade” do governo constituído pelos representantes políticos dos cidadãos. Surgiu então a concepção utópica de “bem comum”,que deveria guiar a política governamental.

A partir da década de 1950, travou-se um amplo debate acadêmico sobre as concepções de democracia existentes. Surgiu um novo conceito de democracia, contraposto às concepções idealistas e utópicas que se referiam à “vontade do povo e ao “bem comum”….

Logo, percebo que alguma coisa está errada! Talvez sempre esteve, mas neste momento está tocando de alguma maneira as pessoas! De forma que um grande numero de pessoas decidiram fazer algo para defender o ” SEU” direito a democracia, o “SEU” direito a um país melhor, o “SEU” direito a segurança, o “SEU”, “SEU”, “SEU” ….

Pois não é de se estranhar tantos conflitos, quando saímos do nosso meio social, como eu que tenho a possibilidade de trabalhar com crianças e adolescentes de uma realidade diferente da minha, que estou em contato com algumas histórias vividas por eles que são tão sofridas, que vejo o quanto a violência e a falta de amor e carinho pode prejudicar a vida de um ser humano. Percebo que estamos vivenciando um momento de caos coletivo.

Caos, interno e externo, caos mental, caos de todos. Afinal, todos nós temos nossa parcela de contribuição para estarmos onde estamos! Ou não?

Quando passamos a ter um olhar coletivo, a pensar além dos ciclos sociais que vivemos, a ver a dor das pessoas que são diferentes de nós, que não possuem as mesmas oportunidades. Quando olhamos para fora de fato, você percebe que  é parte disso, e sendo assim pode contribuir de alguma forma, mesmo que pequena,  para a melhora do todo, e não apenas os seus interesses, do seu estado, ou da sua família!

Esse caos é coletivo, ele não será sanado apenas pelos seus ideais. Pois a democracia foi feita para o bem de TODOS.

Eu sei que nem todos  conseguirão entender a importância disso, mas pense que só conseguiremos mudar verdadeiramente nosso pais, quando mudarmos a nós mesmos, quando passarmos a ter um olhar carinhoso para aqueles que estão abaixo de nós.

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Deixo aqui então essa reflexão,

Quando aplicarmos o amor ao invés do ódio.

Quando concluirmos que uma nação não se faz com partes,

se faz inteira, com todo o seu povo, desde os mais desprovidos ao chefão.

Quando entendermos que todos devem ser ouvidos,

e sem nenhuma distinção, seja de gênero, raça ou religião.

Quando não praticarmos pequenos atos de corrupção.

E quando não precisarmos mais dizer,

que isso aqui não é só por mim,

Mas,  por ele, NÃO!

Ai sim, com base na união,

quem sabe então,

poderemos ser nação!

Salvem nossa democracia! Nossas mulheres! Nossas crianças! Índios, negros, gays e quilombolas, e todos os que estão assim como eu se sentindo oprimidos…

SOMOS TODOS UM SÓ!

Paz e Amor ao coração de todos.

Sobre poder e poderes

O que você já deixou de viver para tentar estar no poder, ou para se manter no poder? Que poder é esse? Poder pra que?

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Ja parou para pensar em quantos momentos você ja dispensou porque te disseram que o caminho era outro!!

Poder, é sem dúvida uma palavra forte. E tudo o que está ligado a esta pequena palavra pode sem duvida nenhuma transformar, seja essa transformação positiva ou não. Mas , o que me faz escrever sobre o poder, foi o fato de que a tempos venho observando situações diversas. E tudo está relacionando ao poder, ao grande poder ou ao pequeno poder, não importa.

Não é a toa que existe aquele velho ditado, “se quer conhecer verdadeiramente uma pessoa, de poder a ela”, e isso é sim, uma grande verdade.

Todo mundo já sofreu ou ainda vai sofrer por poder, por ter poder ou pela falta dele. Essa loucura está presente no ser humano, na nossa raça, no homem, afinal desde que o mundo é mundo estamos vivendo sob disputas por poder, em todas as fazes de nossas vidas. E o que me chamou atenção para isso, foi exatamente o fato de não percebermos o quanto somos condicionados a este modelo de sucesso. Como se ter sucesso na sua vida, seja ela profissional ou até amorosa, fosse sinônimo de ter poder sobre outras pessoas. Não estou dizendo também que uma posição poderosa seja algo ruim, de forma alguma. O que é ruim, é forma como lidamos com isso, e a maneira que algumas pessoas se colocam diante de qualquer poder.

As pessoas se transformam por poder, se corrompem por poder, deixam de ser o que elas são em sua essência por poder, maltratam outras pessoas por poder, se vendem por poder, se esquecem de onde vieram e o que são por poder.

Mas sim, existem exceções, poucas mas existem!

O que me preocupa nisso tudo é a normalidade de certos absurdos que nos sujeitamos diariamente sem nem ao menos nos darmos conta, pois estamos tão condicionados a este modelo de poder x sucesso, que acabamos por vezes mesmo que inconsciente nos podando e podando até os nossos filhos, nos privando de seguir nossa natureza, deixando de ter atitudes orgânicas e passando a fazer coisas que, pode ser que um dia te leve a um grande ou qualquer poder.

Neste final de semana participei à trabalho de um evento muito grande, de uma dessas empresas de marketing multinível, e foi algo realmente impressionante. E a partir de então pude concluir minhas observações neste assunto.

A quantidade de pessoas vindas de diferentes lugares do nosso país e de fora dele também, foi algo assustador. Entre essas pessoas haviam diferentes classes sociais, mas todas com um só objetivo, O PODER. E isso ficou muito obvio para mim, me assustou também. Pois era evidente que das inúmeras pessoas que estavam ali, algumas talvez realmente gostassem de trabalhar com aqueles produtos, mas a maioria estava em um estagio de deslumbramento sem tamanho, querendo estar no lugar dos grandes, no lugar de poder. Então fiquei me perguntando, será que é isso? Iremos passar a vida correndo atrás de um poder qualquer, só para nos sentirmos poderosos? Cada um em seu grau e tamanho, mas todos sempre querendo um poder a mais que o outro.

As mulheres vivem em uma rincha eterna entre si, querendo sempre uma ser mais poderosa que a outras. Os homens querem ser mais poderosos do que eles e do que as mulheres, e as crianças estão indo para o mesmo caminho.

Tudo! …. está relacionado ao poder, e o mesmo reflete nas nossas relações, em nossas experiências, em nossas escolhas, opiniões, e claro em nossas vidas.

Eu decidi observar, e tentar fazer pequenas mudanças, pois como eu disse, a busca pelo poder esta enraizada em nós, e vivemos em busca dele mesmo que não tenhamos consciência disso. Tentar viver organicamente, desde nosso comportamento, nossos pensamentos, nossa essência, traz uma sensação poderosa e enriquecedora.

Ter poder sobre nós mesmos, sobre nossas atitudes, sobre nossos pensamentos, é algo transformador! E esse poder sim, vale muito a pena.

Não há nada de errado se você tem o sonho de ser alguém muito poderoso(a), você só não deve se esquecer de ter poder primeiramente sobre quem você é de verdade durante seu caminho e até quando estiver nesta posição!

Um beijo grande e poderoso !!!

Deixem seus comentários, e opiniões!

Até o próximo post.

Quanto custa a felicidade?

Saber diferenciar o ter do ser, em meio a uma sociedade tomada pelo consumismo se torna cada dia mais difícil, deixando a “felicidade” cada vez mais longe para muitos.

É difícil falar em felicidade, porque ela pode ser, ou melhor ela é, um tanto relativa. Quando se trata de crianças então, nós adultos pensamos em coisas, passeios, viagens e brinquedos mirabolantes afim de divertir e alegrar nossos pequenos.  Se for período de datas comemorativas nem se fala. A mídia e consumismo desenfreados assolam as mentes de nossos filhos e as nossas também, a final entre um episódio e outro de desenho, recebemos verdadeiras avalanches de comercias de brinquedos, um mais absurdo que o outro. Absurdo no sentido de “bobos”, e  também no valor que possuem no mercado. Essa geração “Alpha” como dizem,  está a cada dia mais conectada e isso também me assusta um pouco. Não podemos coloca-los em uma bolha e simplesmente dizer, não assista isso, não jogue, não veja vídeos, não questione, não pergunte…. A tecnologia e o acesso a ela são fatos presentes na infância de nossos filhos. E eles são seres muito mais evoluidos que nós. Mas como lidar com esse mundo onde podemos ter acesso a tudo na palma da mão, sem se perder pelo caminho?

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Recentemente foi aniversário da minha filha, ela completou 8 anos, e em meio a tantos acontecimentos  e problemas familiares, lá estava ela. Com muitas expectativas para o dia de seu aniversário.

Porém a festa que ela sonhava, assessorada pelos vídeos que assiste em suas canais favoritos, e as festas que frequenta de suas amigas, estava longe de sair.

Decidi abrir o jogo e expliquei para ela que estava passando por um momento complicado financeiramente, e que não daria para fazer um festão, mas que iríamos sim comemorar. Ela como ser evoluido que é, compreendeu de primeira e ja começou a fazer outros planos.

Pedi então que escolhesse apenas as melhores amigas do colégio, e decidi fazer um almoço de melhores amigas, (duas semanas depois da data pois como contei em meu ultimo post, no dia do aniversario mesmo eu estava completamente sem cabeça com a visita inesperada do pai biológico)…. Pois bem, assim fizemos.

Ela escolheu o tema, e adivinhem….UNICÓRNIOS…Sim! não haveria de ser outro, alias eu acho que estamos sendo tomados por esses seres encantados, pois não há um lugar que você vá que não tenha um unicórnio, eles estão por todas as partes. E o mais incrivel é que eles custam quase um rim, qulquer coisa que voce queira hoje, se for de unicórnio vai custar pelo menos o dobro.

Fiz os convites em um app no celular mesmo, e enviei todos via whats sap, afim de simplificar minha vida e contribuir para o planeta, explique para minha filha que aquela fortuna cobrada por convites de unicórnios iriam para o lixo, e dei o nosso exemplo, quando foi que você guardou um convite de aniversário? Ela concordou, e foi ótimo pois facilitou muito a minha vida, e podemos escrever tudo da forma que queríamos..

Comecei a refletir então como eram os meus aniversários de criança, e como eles estão sendo hoje. Muita coisa mudou! Minha filha quando vai a alguma festinha volta para casa com muitos presentinhos além dos doces, bolsinha, massinha, potinhos, brinquedinhos, adesivos, coisas para colorir, etc… Durante a festa, as crianças precisam fazer tudo o que o roteiro do animador contratado manda, existe um script de brincadeiras…. os aniversariantes ficam metade da festa fotografando em seus painéis decorativos, e a outra fotografando com a família e o personagem vivo do tema. Se der ele tempo ele também brinca um pouco com os amigos…

Onde eu quero chegar com isso é, o que ta acontecendo? Gastam-se  fortunas para ter tudo lindo, mas será que a criança está feliz no seu grande dia? Será que todo esse investimento é realmente necessário, será que isso fará seu filho mais feliz no dia de seu aniversário?

“Uma vez saindo de um desses aniversários fabulosos, perguntei como de costume para minha filha: – E ai meu amor, se divertiu? Gostou da festa? Ela me respondeu: Mais o menos, nem consegui brincar com a ” Fulana” ( no caso essa era a melhor amiga), ela ficou o tempo todo tirando foto, toda hora que ela ia brincar com a gente a mãe chamava pra ela fazer uma foto.”

Eu não sei,  mas parece que existe um padrao de festas agora, e eu estava muito longe de chegar perto de qualquer uma dessas coisas que citei…Eu não poderia alugar um salão, nem brinquedos, nem contratar animadores, pinturinhas, camarim maluco, muito menos fazer 300 lembranças por criança, nao poderia fazer nada disso… e me perguntei:

Será que vai ser ruim? Será que as crianças irão gostar? Tudo tão simples…. Mas também me lembrei do quanto era gostoso passar o dia inteiro brincando com minhas amigas,  e então coloquei a mão na massa.

Comecei minha pesquisa de preços, e percebi que meu bolso estava totalmente fora do mercado no quesito unicórnios. Então fiz tudo sozinha, comecei pelo painel e utilizei papelão para o arco – íris e  os olhos do unicórnio, e papel crepom para compor a mesa, e todo o resto.

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Falei para a minha filha fazer a lista das brincadeiras que ela tinha vontade de brincar com a amigas, sugeri a amarelinha, batata- quente, corda de pular entre outras… As lembrancinhas eram saquinhos com doces diferentes, desses que toda criança ama, tinha também na decoração da mesa  muitos brigadeiros e marshmallow, tudo feito por nós duas, e foi uma festa enrolar esses brigadeiros… Cuidamos de tudo, pedi para perguntar as amigas qual a comida que elas gostavam, e para minha sorte o Strogonof venceu….

O dia chegou, os pais deixaram as crianças na minha casa, e retornariam para busca-las no horário que eu havia combinado…

Tudo foi tão legal, elas se divertiram tanto, correram, pularam, dançaram, elas ficaram a vontade e fizeram a festa literalmente… No final, depois do parabéns fui surpreendida pelas amigas que me disseram: – Tia, essa foi a melhor festa que eu já fui na minha vida!!

IMG_4698E depois disso, eu tive a certeza de uma coisa, estamos nos perdendo no consumo, e muitas vezes deixando de nos relacionar por isso…Achando que  felicidade esta no ter, no melhor brinquedo, na maior festa… Não há nada de errado em você querer fazer uma festa top, em comprar o brinquedo do momento, a roupa do momento, ou o que voce quiser e puder comprar para seu filho. Mas não deixe que isso te impeça de se relacionar com ele, de brincar com ele, e deixar ele a vontade para decidir por exemplo quais brincadeiras quer para seu aniversário. Explicar o verdadeiro valor das coisas é essencial. E a verdadeira felicidade nenhum dinheiro pode comprar.                        Quando todas crianças foram embora, e restou novamente só eu ela, eu ganhei o abraço mais apertado do mundo e um muito obrigada mamãe, esse foi o melhor aniversário que eu já tive!!IMG_4699.CR2

 

 

 

Maternidade × Paternidade

Porque as mães devem se calar diante de uma má paternidade?

A quase dez dias atrás fiz o meu ultimo post, o motivo desse tempo sem passar por aqui são muitos, entre eles a correria do dia a dia.

As idéias e as palavras borbulham na cabeça, mas é difícil parar, sentar e escrever… e neste processo acabamos engolindo as idéias, os sentimentos, engolindo a nós mesmos e passando por cima de muita coisa, como que num processo de atropelamento interno.

Meu ultimo post aqui foi sobre a maternidade, e entre esses atropelamentos diários lá estava ela, no topo da minha pirâmide interna.

Dentre as inúmeras coisas que as mulheres enfrentam, a necessidade de uma mãe ser 100% em tudo ainda me rodeia.

Minha filha completou 8 anos nessa semana e como eu disse no ultimo post, o pai biológico dela mora em outro estado, e entre tropeços e diferenças minha relação e a dele não é lá muito boa. E depois de mais de dois anos sem visitar a filha, e sem cumprir os deveres pertinentes ao seu papel de pai, eis que o moço surge e decide aparecer bem no dia do aniversário da minha princesa.

Pronto. Parei…. foram dias e dias sem conseguir me concentrar, aqueles medos, receios, e cobranças que tomaram uma dose extra nos últimos dias.

Sim, porque qualquer coisa que desse errado, e ainda não sei se vai dar, pois tem apenas um dia que ele chegou e eu já estou a sete sem dormir direito. Mas eu sei que se algo sair fora da linha lá estará ela, a CULPA nos ombros da mãe, e neste caso eu.

Como em uma vez em que fiz um post carinhoso em homenagem ao meu marido sobre o dia dos pais, onde coloquei minha visão sobre a paternidade, que foi sim uma visão baseada em minhas experiências e vivências sofridas no assunto. Onde não citei nomes, não apontei pessoas, apenas disse o que eu pensava. E fui alvo de muitas criticas, de muitas pessoas, de pessoas próximas a mim, que me conhecem e que sabem de toda minha história, e acharam que eu peguei pesado, pois o pai biológico poderia se ofender com o post, (e se ofendeu) não só ele como outras pessoas da família dele que nunca haviam ido até minha pagina para saber da minha filha mas que na ocasião do post puderam ir fazer criticas sobre a minha conduta como mãe.

Mas se ofenderam porque? Porque é tão absurdo uma mulher, mãe dizer o que pensa diante de uma experiência sofrida?

Afinal de contas, se tivessem me perguntado como eu gostaria de ter experimentado a paternidade na vida da minha filha, com certeza ela não seria como foi.

E até hoje, quando comento com alguém sobre esse assunto ainda me surpreendo, pois como pode uma mãe, que sofre todo e qualquer tipo de ofensa, de dificuldade, passar sozinha por inúmeras situações que a maternidade acarreta, ter que entubar sua opinião diante de algo que foi imposto pelo outro.

Enfim o fato é, aqui estou eu novamente, cheia de dedos e cuidados para lidar com uma situação que não foi gerada por mim. Sabendo que ainda que digam que não, sozinha. Pois a verdade é uma só. Se algo der errado, ninguém vai analisar os fatos, os dedos se apontam, e o que ouvimos é sempre o mesmo;

Como no post que acabei de relatar;

“Você deveria ter tido mais paciência, medir as palavras, falar com jeitinho, afinal já sabe como ele é…e você é mais evoluída, madura, …etc”.

Isso tudo é um absurdo, a situação e posição em que somos colocadas… eu quero que vá pra p*&%#@ todas essas colocações.

Não quero perder noites de sono por conta de escolhas do outro, não quero ter que engolir minha opinião, não quero que me digam você deveria ter feito assim ou assado. Nós somos julgadas diariamente, e isso se dá de uma forma tão natural que as pessoas nem se quer percebem que estão fazendo isso.

Quero RESPEITO, para mim e para todas as outras mães que passam por situações parecidas com essa.

Mães que lutam por seus filhos diariamente, dia após dia, noite após noite, que sabem assim como eu a dor e a beleza que carregam nas suas lutas, sozinhas.

E chega de dedos, cada um que segure o peso de suas escolhas, e eu como ser humano, livre que sou, vou continuar a falar o que penso, e se você não gostou, eu só lamento.

Dedos e cuidado eu devo ter é com minha filha.

Eu não posso ser responsável pela má paternidade do outro, a única responsabilidade que eu tenho é zelar pelo bem estar físico e emocional da minha filha.

O que eu posso dizer para todas vocês é, parem de passar a mão na cabeça de homens que não tem a ponta do dedinho do pé de responsabilidade com a paternidade.

Eu não vou ficar acuada mais uma vez! E mulheres, mães como eu, que sabem a luta que enfrentamos dia a dia, só digo uma coisa.

Tenham coragem !!

A luta continua.

Mãe e Filha

Maternidade x Mulher

Como se sente uma mulher, mãe e solteira dentro da sociedade brasileira?

Demorei um tempo para escrever esse post, pois a muito tempo tenho vontade de falar sobre a maternidade, mas não tem como falar da maternidade em si, sem falar da mulher. E quando falamos de mulher, principalmente a mulher brasileira entramos em lugar onde se faz necessário falar sobre muitas vertentes.

Então, resolvi falar sobre mim. E sobre a minha experiencia como mulher na maternidade. O fato que me faz querer falar sobre isso é que, eu sou só mais uma entre milhões de mulheres, jovens ou não, com condições ou não, que vivem algo parecido todos os dias.

E isso pode ser ruim ou não, é apenas uma condição da natureza uma verdade. Quando você da a luz a um outro ser, você automaticamente se torna outro ser também. Ter um filho nos braços, alimenta-lo, cuida-lo, zelar o seu sono, te coloca em um outro lugar, diferente do que você vivera até então. E sim, isso é lindo. Mas não é só isso.

Quando você se torna mãe você passa a fazer parte de um padrão de boa mãe, e isso inclui uma lista enorme de coisas que você deve ser e proporcionar para o seu filho.

E se você sofrer qualquer dificuldade em algum item dessa lista. Pronto.

Aquela ali não é boa mãe.

Se a criança chora muito, se esta resfriada, se mama muito no peito, se não mama também…Quando cresce um pouquinho, se se machucou, se tirou nota baixa, se o menino gosta de boneca, etc…

Se a mãe for solteira então! Ai piorou tudo. A lista aumenta, e você tem que ser muito mulher maravilha para cuidar de tudo, e não cair nos olhares da sociedade, coisa que é muito difícil, por que o ser humano tem o péssimo habito de julgar a todos menos a si mesmo.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 57,3 milhões de lares são chefiados por mulheres, isto é, 38,7% das casas. O que torna isso muito comum, porém o que essas mulheres enfrentam diariamente, não pode continuar sendo tão comum assim.

Hoje eu sou casada à 2 anos, e tenho uma filha de 7 anos de outra relação. Eu e o pai dela não demos certo, e ele resolveu voltar para sua cidade natal, que ficava em outro estado, neste período ela ainda ia completar dois anos de idade. Ele foi, e eu fiquei com minha filha de 2 anos de idade,meus 24 anos, terminando a faculdade ainda,e etc . Mas foi isso o que fez de mim uma mãe solo.

Hoje eu possuo um companheiro, e pasmem , em algumas situações do cotidiano passei a me sentir menos excluída. Isso mesmo, e eu não me orgulho disso não. Pelo contrario, sinto uma tristeza profunda, pois além de tudo o que nós mulheres enfrentamos por ai, nas ruas, no trabalho, no dia-a-dia pelo fato de sermos mulheres, as que são mães e solteiras, se encontram ainda em um outro lugar.

O que eu quero dizer com isso tudo , é que precisamos ter um olhar mais acolhedor com nós mesmas e julgar menos uns aos outros. Parar de idealizar que ser decente é ter um marido, uma casa e filhos. E de achar que existe um modelo a ser seguido, e que se caso alguém não se encaixa neste modelo, está marcado com um selo de não sou legal.

Essa exclusão é real, e se você pesquisar um pouco vai saber do que eu to falando, eu vivi isso por um período. E o mais doido nisso tudo, pelo menos no meu caso, era que nas situações em que eu me sentia mais excluída, (como nas confraternizações da escola por exemplo) essa exclusão era feita por parte de outras mulheres. Sim, porque os homens na medida que você é mãe solteira, é bem difícil encontrar um que te leve a serio, então no geral eles são bem receptivos pois possuem quase sempre uma outra intenção.

Eu, que possuo nível superior, emprego fixo, sou esclarecida digamos assim, sofri com isso. Imagine uma mulher que não tenha acesso as mesmas oportunidades que eu, ou você? O que me torna melhor, ou pior que essa mulher? Se sou uma mãe solteira aqui no asfalto, ou sou uma mãe solteira la no morro, eu sou apenas uma mãe solteira.

Enquanto nós, continuarmos com esse olhar distorcido sobre a realidade da mulher brasileira, isso só vai piorar. Porque vira uma bola de neve, a mulher dificilmente diz para a outra que se sente assim, e isso gera dezenas de outros problemas, auto estima, ansiedade, depressão, obesidade, e etc..

A maternidade, é maternidade, seja solo, seja compartilhada, e a mulher deve ser respeitada, entre si, e pelos outros como o que se é, MULHER.

A importância de parar

Passamos boa parte da nossa vida querendo sempre melhorar, fazer mais, estar mais bonita, ser boa mãe, boa mulher, boa no trabalho, boa na cozinha, boa na cama…. Enfim são tantas as cobranças que inserimos em nossa vida diariamente que se não tomarmos cuidado acabamos engolidas por elas. Pois bem, isso aconteceu comigo.

Durante grande parte da minha vida eu adotei uma postura ao contraria desta que acabo de citar, vivia um dia após o outro sem me preocupar muito com o que os outros estavam pensando, para mim naquela época se eu estava feliz, me bastava.

Postura que caiu por terra assim que veio a maternidade. Pois é, no auge dos meus 23 anos engravidei, e de repente lá estava eu, completamente perdida, sem saber o que seria da minha vida agora. Logo eu, um espirito livre, independente e segura de mim…. Pronto… precisei adotar uma outra postura, e foi ai que tudo mudou.

Assumi meu papel de mãe, e passei a enfrentar as dificuldades sempre com muita firmeza, afinal agora eu tinha uma filha completamente depende de mim, eu precisava ser, e fui.

Até ai tudo bem, o problema é quando você começa a querer resolver tudo mesmo, a casa, o trabalho, a escola, as brincadeiras, as contas, o marido, a casa, o trabalho, a escola, as contas, o marido…. e nessa roda gigante entre afazeres domésticos, atenção familiar, o emprego que tem que manter, esquecemos das nossas necessidades… e é ai que mora o perigo.

Quando dei por mim ( e isso não tem muito tempo) lá estava eu, escondida atras dos meus afazeres e responsabilidades. Tudo isso gera muitas complicações, doenças, afinal o desgaste maior não é o físico e sim o emocional.

Então, parei!

Percebi que aquele espirito livre, recheado de sonhos ainda estava aqui, dormindo, mas estava. E que eu, nesta ânsia de querer fazer tudo, dar conta de tudo, ser 100% em tudo, estava apenas me arrastando para baixo.

A sociedade tem muita responsabilidade sobre essa cobrança feminina, e nós meninas precisamos ter muito cuidado com isso. Alias quem foi que disse que precisamos ser 100% em tudo? Que loucura é essa que estamos vivendo ? Existem milhares de mulheres que são casadas e vivem sozinhas, pois os maridos não conseguem ouvir suas companheiras. Existem milhares de mães solteiras que sofrem porque são descriminadas pela sociedade, afinal se o marido largou boa coisa não é… Milhares de mulheres sofrem de depressão por não entrarem no manequim estipulado pelo padrão de beleza… e que padrão é esse? Milhares de mulheres que se anulam diariamente para manterem as aparências de uma relação que só as fazem sofrer… milhares de mulheres assim como eu, e você que são engolidas por milhares de esteriótipos que só fazem mal para o nossa saúde mental… Então, tenhamos compaixão por nós mesmas, e tomemos as rédeas de nossas vidas!!! Porque só nós sabemos como é ser mulher, e nós devemos nos respeitar!

Deixemos então a louça na pia, compremos uma comida congelada, tomemos aquele vinho que esta guardado para uma ocasião especial e tenhamos AMOR por quem somos.

Não tem sido fácil, ainda me pego fazendo listas mentais diárias de coisas que eu quero resolver em uma tarde e que eu precisaria de pelo menos 2 dias para fazer. Mas estou no processo.

Voltei a tirar um tempo exclusivo para mim, aquele tempinho que não fazemos nada, e estou tentando não me culpar por isso.

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E olha, tem sido bom pra car@#*&*…

Experimente fazer isso, você merece!!!

Um beijo grande e até o próximo post.

Não esquece de me contar 😉